Testes no Brasil – Projeto Tarsila

Testes no Brasil

TESTES MOLECULARES NO BRASIL 

Cada vez mais oncologistas e patologistas utilizam os testes moleculares para obter o perfil molecular do câncer. Estes testes, na sua maioria baseados em sequenciamento de nova geração (NGS), fornecem informações acionáveis, ou seja, permitem com que os médicos possam prescrever terapias-alvo ou imunoterapias a seus pacientes, que podem se beneficiar de um tratamento personalizado através da chamada oncologia de precisão.

Embora oferecidos por vários laboratórios brasileiros, o envio de amostras dos pacientes para o exterior também tem sido prática recorrente no Brasil. Sob o paradigma atual dos testes, levam-se algumas semanas para obter resultados de testes moleculares quando as amostras de tumor são enviadas a laboratórios do exterior. Com essa dinâmica pouco célere, é comum que se adotem medidas clínicas antecipadamente pensando no bem-estar do paciente. Isso significa que pacientes, com frequência em estágio avançado da doença, são alocados em algum tipo de tratamento. O problema é que tal decisão baseia-se, muitas vezes, em informações limitadas, valendo-se apenas de imunohistoquímica ou algum teste molecular contendo apenas um biomarcador ao invés de um painel amplo, como o oferecido na tecnologia NGS. Portanto não é incomum que o protocolo de tratamento tenha de ser revisado ​​com a chegada dos resultados do teste molecular, uma vez que este pode revelar que o tumor do paciente possui uma mutação em algum gene específico, sugerindo que o tumor não deve responder bem a imunoterapias no tratamento de primeira linha, mas que pode ser responsivo a uma terapia-alvo, por exemplo. 

Além do tempo, outra grande limitação do envio de biópsias tumorais para o exterior consiste no requerimento de grande quantidade de material biológico para o processamento da amostra. Alguns estudos recentes indicam que este fator acaba sendo um grande limitador para um fluxo de análise em larga escala, uma vez que em grande parte dos casos a amostra sequer chega a ser analisada por não atingir os requerimentos técnicos mínimos exigidos, algo que não ocorre nos laboratórios brasileiros, cuja metodologia NGS difere dos laboratórios para os quais as amostras são comumente enviadas. 1,2,3,4,5,6.

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NOVAS PERSPECTIVAS DA ONCOLOGIA DE PRECISÃO NO BRASIL

A mudança de paradigma no procedimento de rotina necessária para superar esse obstáculo dos testes depende de uma solução que simplifique o NGS e torne fácil sua implementação por hospitais e centros de diagnóstico e tratamento locais. Eliminar a complexidade atual dos procedimentos NGS e torná-lo acessível para realização por praticamente qualquer laboratório é fundamental. O impacto de ter uma solução NGS interna rápida, abrangente e econômica que oferece resultados com requisitos mínimos de amostra pode ter um benefício em larga escala sem precedentes para milhares de pacientes com câncer. 

Isso poderia permitir um cenário mais próximo do ideal, onde patologistas e clínicos teriam acesso ao perfil molecular dos tumores de seus pacientes em poucos dias, ao invés de semanas ou até meses. Da mesma forma os oncologistas ficariam aptos a tomar uma decisão inicial mais bem pautada sobre o melhor tratamento de seus pacientes o mais breve possível. 

Enquanto não se consolida o cenário ideal em que a tecnologia NGS para oncologia de precisão esteja democratizada e ao alcance de todos no Brasil, a melhor saída é se valer dos testes locais ao invés do envio de amostras biológicas para o exterior. Para um paciente oncológico, o tempo de retorno dos resultados significa tempo de vida. Para o oncologista, esta agilidade aliada ao pronto acesso aos dados genéticos do paciente se traduz em abordagens clínicas mais precisas e eficientes.

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